Cyber Threat Intelligence: o que é e como pode proteger grandes empresas?

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Junho 27, 2022

Cyber Threat Intelligence: o que é e como pode proteger grandes empresas?

Segurança de dados é uma das maiores preocupações das empresas de hoje em dia e que têm uma postura de precaução e proteção de dados. Sabe-se que, à medida que a tecnologia se desenvolve, desenvolvem-se também diferentes formas de crimes cibernéticos.

Nesse sentido, vale a pena destacar a Cyber Threat Intelligence (Inteligência de Ameaças Cibernéticas). É uma tecnologia que consegue antecipar e prevenir contra ataques cibernéticos. Saiba mais sobre o assunto lendo o artigo que preparamos para você!

O que é Cyber Threat Intelligence?

A Cyber Threat Intelligence é um conhecimento que possibilita a prevenção e a redução de ataques cibernéticos. É um conjunto de ferramentas que coletam, processam e analisam os dados para compreender as razões, os comportamentos e os alvos de ataques digitais.

Fundamentada em dados, a Threat Intelligence oferece contexto que contribui para a tomada de decisões sobre a segurança da empresa.

Por meio da Inteligência de Ameaças Cibernéticas é possível saber quem está atacando a organização, o que o hacker está usando para realizar o ataque e quais indicadores revelam que os sistemas estão comprometidos.

Quais são as principais ameaças cibernéticas?

Existem quatro ameaças cibernéticas mais relevantes. Veja abaixo quais são elas.

Ransomware

Trata-se de um software malicioso que limita o acesso ao sistema infectado, deixando os dados que estão armazenados nesse espaço inacessíveis.

Geralmente, os criminosos cibernéticos criptografam os arquivos e exigem um resgate que deve ser pago em criptomoedas.

Após o pagamento, é enviado um software que descriptografa os arquivos, liberando o acesso às pessoas interessadas.

Se o pagamento não for feito, o “sequestrador” pode fazer mau uso dos dados que estão em seu poder, como publicá-los, por exemplo.

Malware

O malware é um software malicioso que pode se apresentar de formas diferentes, gerando danos graves à rede ou mesmo a um aparelho somente (um computador da rede, por exemplo).

Botnet

Esse termo se refere a uma rede de computadores comprometidos. Os cibercriminosos conseguem assim controlar à distância (de forma remota) os computadores que estão infectados.

Phishing

Pode se disfarçar de maneiras diferentes. Por exemplo, pode assumir a identidade de um banco ou de um serviço da Web.

Geralmente, ele é enviado em e-mails corporativos (e-mails infectados). Com apenas um clique, a vítima permite o acesso de terceiros a informações sigilosas, que podem ser altamente comprometedoras.

Quais são as diferenças entre Cyber Threat Intelligence e Cyber Security?

Não devemos confundir Cyber Threat Intelligence com Cyber Security. A diferença não está só no nome (Inteligência de Ameaças Cibernéticas/Segurança Cibernética).

Já vimos que a primeira coleta, processa e analisa dados com a finalidade de desenvolver um sistema de segurança robusto que previne e combate ataques cibernéticos. Ela usa diferentes fontes de informação, que podem ser internas e/ou externas — até de empresas concorrentes.

Ela busca a maior quantidade possível de informações sobre os potenciais ou reais cibercriminosos para o desenvolvimento de ferramentas preventivas eficazes.

É aí que entra a Cyber Security, cuja função é proteger a empresa contra roubos ou danos aos softwares, hardwares e dados — em qualquer formato, seja por meio físico, seja por meio digital. Ela desenvolve estratégias de criação de sistemas de segurança que, em geral, têm as funções seguintes funções:

  • Protegem o armazenamento das informações: instalação de mecanismos de segurança em todos os aparelhos que memorizam informações (smartphones, computadores, notebooks), com possibilidade de recuperação caso haja danos no equipamento, perdas ou roubos;
  • Atualizam softwares e equipamentos de rede: esses itens precisam de atualização periódica, seguida da configuração necessária para o funcionamento correto;
  • Impedem a instalação de softwares desconhecidos: nada que não seja autorizado será instalado (assim, se evita a instalação de softwares maliciosos).

Enfim, podemos resumir as diferenças entre Cyber Threat Intelligence e Cyber Security da seguinte maneira:

  • A Inteligência de Ameaças Cibernéticas prevê e antecipa as ameaças digitais, compreende de onde elas podem surgir, os potenciais agentes dessas ameaças, o modo como elas atingirão a empresa e suas consequências;
  • A Segurança Cibernética recebe essas informações e protege, de forma efetiva, o ambiente digital, buscando corrigir as falhas para que não ocorram problemas mais graves futuramente.

Quais são as características do Cyber Threat Intelligence?

Vamos analisar as características da Cyber Threat Intelligence, separando-as em tópicos, considerando o ciclo de vida da Inteligência de Ameaças.

Esse ciclo é um processo que converte dados brutos em inteligência finalizada para tomada de decisão e ação. A finalidade é orientar a equipe de segurança cibernética no processo de desenvolvimento e na execução de um programa eficiente de inteligência contra as ameaças de terceiros.

Alguns especialistas apresentam essa divisão com algumas diferenças, mas, em geral, as fases do ciclo de vida da Threat Intelligence de Ameaças são as seguintes.

Metas e objetivos

Seleção das fontes das informações e das ferramentas adequadas para a empresa usar na implementação de soluções e de estratégias de segurança.

Desse modo, a equipe de segurança poderá acabar com os possíveis riscos que são detectados durante o exercício de modelação, conseguindo ferramentas e Data Threat Intelligence (Dados de Inteligência de Ameaças) que produzem informação atualizada sobre ameaças consideradas de risco elevado e alto impacto.

Coleta de dados

São centrais para o ciclo de vida da Inteligência de Ameaças Cibernéticas elementos como: serviços de nuvem, sistemas internos e controles de segurança.

Porém, é preciso coletar dados de fontes diversas de ameaças de terceiros para adquirir informações sobre as últimas técnicas, táticas e procedimentos (TTPs).

Essas fontes podem ser redes sociais, relatórios de pesquisas, registros de antivírus, fóruns de hackers, IPs maliciosos e assim por diante.

Processamento de dados

O processamento de dados automatizado é um pré-requisito para criar a CTI (Cyber Threat Intelligence). É um processo que envolve a filtragem das informações, a adição de metadados, a correlação e a agregação de tipos e fontes diferentes de dados.

As aplicações de CTI utilizam a aprendizagem mecânica na automação da recolha e do processamento de dados para fornecimento de informações em base contínua.

Análise de dados

A análise de dados se propõe a identificar desde os dados processados até pontos como quando, por que e como aconteceu determinado evento, classificado como suspeito.

Dessa maneira, é possível detectar a origem de um incidente, quais informações o criminoso procurava e qual o método preferido do cibercriminoso.

Outra divisão do ciclo de CTI

Em algumas fontes, a divisão do ciclo de vida da Inteligência de Ameaças Cibernéticas é assim:

  • Planejamento e direção/requisitos: a equipe de segurança vai definir objetivos e metodologia do programa de inteligência, baseando-se nas necessidades de todos que estão envolvidos com a segurança (é importante definir perguntas para serem respondidas durante a análise);
  • Coleta de dados: coleta de dados brutos que atendam aos requisitos da etapa precedente;
  • Processamento de dados: após a coleta, os dados devem ser classificados e organizados com tags de metadados;
  • Análise de dados: a equipe analisa os dados coletados e processados com a finalidade de encontrar respostas para as perguntas feitas no planejamento;
  • Divulgação: a análise é exposta de forma inteligível para as partes interessadas (relatório detalhado e claro);
  • Comentários: feedbacks de todos os que leram o relatório.

Quais são as funções do Cyber Threat Intelligence?

Veja as funções dos principais profissionais e setores envolvidos na gestão da Inteligência de Ameaças:

  • Analista de segurança/TI: integração de feeds de Tecnologia da Informação com outros produtos de segurança, bloqueio de IPs, domínios, arquivos, URLs e assim por diante;
  • SOC (Centro de Operações de Segurança): uso de Ti para enriquecer alertas, vinculação de alertas a incidentes e ajuste dos controles de segurança implantados recentemente;
  • CSIRT (Grupo de Resposta a Incidentes de Segurança): pesquisa de informações sobre quem, o quê, por que, quando, como de um incidente e análise da causa raiz para definir o escopo do incidente;
  • Analista intel: busca de evidências de intrusão de maneira mais abrangente e profunda e revisão de relatórios a respeito dos autores das ameaças para melhor os identificar;
  • Gestão executiva: avaliação do nível geral de ameaça para a empresa e desenvolvimento de um roteiro de segurança.

Como aplicar o Cyber Threat Intelligence?

Sabendo o que é, as principais características e funções da Digital Threat Intelligence (Inteligência de Ameaças Digitais, outro nome para a Inteligência de Ameaças Cibernéticas), vejamos como aplicar esse conceito em seu negócio.

Existem quatro maneiras de analisar os Threat Intelligence Data. Confira abaixo quais são.

Forma estratégica

Nesse caso, são feitas análises minuciosas dos riscos e das tendências para criar um panorama sobre os possíveis efeitos de ataques cibernéticos.

As informações são, em geral, menos técnicas, registradas em briefings ou relatórios. Elas esclarecem sobre algumas linhas de ação dos criminosos e os padrões nas estratégias que eles usam. Entre as fontes mais usadas nessa forma de análise, estão:

  • Notícias de mídias locais e nacionais e publicações da área;
  • Documentação de organizações não-governamentais ou de unidades federativas e entidades políticas;
  • Descritivos de pesquisa e materiais elaborados por empresas de segurança.

Os profissionais especializados explicam quais são os potenciais riscos a que a empresa está sujeita. Uma questão relevante nesse contexto é: “Diante da atual realidade, o que pode ocorrer de pior?”.

Uma Unidade de Inteligência Cibernética (Cyber Intelligence Unit) realizada de forma estratégica requer uma análise ótima, que aproveita um grande volume de dados em idiomas diferentes. O uso de ferramentas apropriadas facilita a coleta, o processamento e a análise de todos esses dados.

Forma técnica

Nesse caso, os especialistas focam mais nos sinais técnicos que indicam alguma ameaça à segurança digital, como os assuntos recorrentes nos e-mails de phishing ou URLs fraudulentos. É uma forma valiosa de análise de invasões de engenharia social.

Forma tática

Nesse modelo, os detalhes das técnicas, das táticas e dos procedimentos (TTPs) das ameaças são descritos com mais especificidade.

Baseando-se nos métodos de ataque mais atuais, aqueles que os criminosos estão aplicando com mais recorrência, a equipe compreende melhor como o sistema digital pode ser atacado. Os profissionais buscam evidências em URLs, endereços IP, registros de sistema.

Na maioria das vezes, a Threat Intelligence tática envolve contexto histórico, sendo aplicada por profissionais que participam diretamente da proteção de uma empresa: arquitetos de sistema, time de segurança, administradores.

Para obter Dados de Inteligência de Ameaças (Threat Intelligence Data) de forma tática, os relatórios gerados por fornecedores da área de seguridade são o caminho mais eficiente.

Os relatórios oferecem informações relevantes como as ferramentas e a infraestrutura usadas pelos cibercriminosos, com detalhes a respeito de vulnerabilidades do negócio exploradas por eles e como esses agentes de ataques estão conseguindo evitar a detecção das ferramentas de segurança.

O método tático pode ser aplicado para informar melhorias nos processos e nos controles de segurança e também para agilizar as respostas a incidentes.

Forma operacional

A equipe consegue compreender melhor a natureza dos ataques específicos, dando explicações sobre pontos relevantes da ameaça, entre os quais:

  • Natureza;
  • Intenção;
  • Oportunidade;
  • Sofisticação.

Uma maneira de obter informações de caráter operacional são feeds de dados de ameaças e fontes fechadas (retenção de comunicações de grupos de ameaças, invadindo ou infiltrando esses canais de troca de mensagens).

Há alguns tipos de barreiras para coletar dados seguindo esse método:

  • Acesso: os criminosos podem conversar por canais privados ou até criptografados ou mesmo exigir provas de identificação, sem falar nos problemas linguísticos quando os grupos de ameaças se encontram em território estrangeiro;
  • Ruído: fontes de volume alto (salas de chat e redes sociais) exigem ferramentas aprimoradas para sua coleta;
  • Ofuscação: os agentes de ameaças, para evitar a identificação, podem usar técnicas de ofuscação (por exemplo, a utilização de codinomes).

Como o Cyber Threat Intelligence protege grandes empresas?

A Cyber Threat Intelligence é importante porque confere proteção às empresas de diferentes maneiras:

  • Esclarece sobre assuntos ainda desconhecidos, de modo que os profissionais responsáveis pela segurança tomam as decisões mais acertadas;
  • Ajuda os interessados em segurança cibernética, expondo as razões dos criminosos para atacar seus dados, bem como suas técnicas, táticas e procedimentos (TTPs);
  • Ajuda a equipe de segurança a compreender melhor o processo de tomada de decisão do criminoso cibernético;
  • Capacita a todos os interessados da empresa (diretorias executivas, CEOs; diretorias técnicas, CTOs; diretorias informativas, CIOs; diretorias de segurança da informação, CIOs ou CISOs; outras diretorias corporativas) a investir com sabedoria, reduzir riscos, tomar com mais agilidade as decisões.

Explicamos, de forma mais detalhada, o que é Cyber Threat Intelligence e como ela melhora o nível de segurança corporativa. É uma solução preventiva que proporciona maior proteção contra os cibercriminosos, por mais recursos sofisticados que eles usem.

A análise dos dados considera, entre outros pontos, as formas de ataques mais usadas pelos hackers e os pontos fracos do sistema. Conhecendo os pontos falhos, é possível investir em ferramentas que corrigem as falhas e fortalecem esses pontos. Aproveite e veja como realizar uma análise de vulnerabilidades eficiente!

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