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Fevereiro 16, 2017

Google Cloud ou Softlayer? Comparamos os provedores.

Softlayer-vs-Google-Cloud.png

Continuando a nossa série comparativa de provedores, exploramos desta vez os serviços de computação em nuvem da Google e da Softlayer (que em breve será totalmente integrada ao Bluemix da IBM).Apesar de serem dois provedores com propostas bem diferentes, ambos competem numa área em comum, a comunidade DevOps. Por isso a importância de compará-los.

Vamos começar nossa análise então pela engine da gigante Google:

 

Google

 

A Google começou a oferecer seus pacotes de nuvem (Google Cloud Platform) em meados de 2013 e a partir daí começou a competir principalmente com os serviços da AWS e Microsoft Azure.

 

Google Cloud Platform é um conjunto de serviços de computação em nuvem pública que inclui uma gama de serviços hospedados de computação, armazenamento e desenvolvimento de aplicações que são executados no hardware do Google.

 

Seus serviços podem ser acessados por desenvolvedores de software, administradores de nuvem e outros profissionais de TI através da Internet pública ou através de uma conexão de rede dedicada.

O core dos serviços de computação em nuvem do Google Cloud Platform são:

Google Compute Engine: Uma infra-estrutura como serviço (IaaS) que oferece aos usuários desde máquinas virtuais a hospedagem de workloads.
Google App Engine: Uma plataforma como serviço (PaaS) que possibilita o acesso à uma hospedagem escalonável do Google aos desenvolvedores, que por sua vez podem também usar um kit de desenvolvimento de software (SDK) para desenvolverem softwares que são executados no App Engine.
Google Cloud Storage: Uma plataforma de armazenamento em nuvem projetada para armazenar conjuntos de dados grandes e não estruturados. O Google também oferece opções de armazenamento de banco de dados, incluindo Cloud Datastore para NoSQL, armazenamento não-relacional, Cloud SQL para armazenamento fully-relational MySQL e banco de dados Cloud Bigtable.
Google Container Engine: Um sistema de gestão e orquestração para containers Docker que são executados dentro da nuvem pública do Google. O Google Container Engine é baseado no mecanismo de orquestração container Google Kubernetes.

A Google Cloud Platform inclui também serviços de nuvem para processamento de dados e análises, como o Google BigQuery para consultas SQL. Além disso, o Google Cloud Dataflow é um serviço de processamento de dados destinado à análise, extract transform and load (ETL) e projetos computacionais em tempo real. A plataforma também inclui o Google Cloud Dataproc, que oferece serviços Apache Spark e Hadoop para processamento de big data.

 

A plataforma Google Cloud está em constante evolução e eles tem periodicamente introduzido, alterado ou descontinuado seus serviços com base na demanda do usuário ou pressões competitivas.

 

Por outro lado, a lista de produtos do Google Cloud Platform é muito menor e, principalmente, focada nos serviços IaaS e PaaS clássicos. Este último é provavelmente a área onde o Google concentrou a maior parte de seus esforços, dado que o Google App Engine foi o primeiro serviço já lançado no GCP.

No entanto, você pode encontrar o usual IaaS – computação, armazenamento de objetos, relacionais e não relacionais bancos de dados também, e alguns outros serviços  para DNS e Endpoints. A diferença entre os dois concorrentes é enorme aqui.

Com um foco muito forte em Plataformas e Desenvolvedores, os serviços de nuvem prestados pela GCP pode ser suficientes para atender as necessidades mais comuns desse público.

 

Google-Cloud-Plataform.jpeg
Google Cloud Plataform

Uma área onde o Google é particularmente forte é Big Data. Não é nenhuma surpresa que uma empresa como a Google poderia utilizar de toda a sua experiência na área entregando bons produtos de análise de dados.

 

Um bom exemplo é o BigQuery. Ele permite que você analise grandes quantidades de dados em um tempo muito curto, mesmo fornecendo informações em tempo real sobre seus conjuntos de dados. E, de forma bastante surpreendente para um serviço tão complexo, ele é também fácil de implementar.

Vantagens
  • Criação de ambientess de forma rápida
  • Máquinas customizáveis em nível máximo
  • Suportam Linux e Windows
  • Boa base de conhecimento para solução de problemas
  • Bom nível de Segurança
  • Preços competitivos
Desvantagens
  • Precisam melhorar o suporte e tempo de resposta
  • Suas soluções ainda estão passando por processos de melhorias
  • Migração de aplicações ainda é um processo moroso

 

Softlayer

A plataforma da SoftLayer é projetada com foco em infraestrutura e Dev-Ops. Como o público alvo desse provedor são os profissionais e empresas com esse foco, a Softlayer constroi seus produtos dando acesso completo e controle sobre a infra-estrutura ao mesmo tempo que integram com outras soluções e serviços da IBM, empresa proprietária desse provedor.

 

Com foco em automação, gestão dos próprios servidores, armazenamento, e os próprios recursos de hardware de segurança, uns dos grandes diferenciais da Softlayer é o fato de que os serviços de nuvem pública compartilham a mesma infraestrutura dos ambientes de alta disponibilidade da IBM.

 

Construído sobre uma API aberta, os serviços possuem uma excelente integração com aplicações. A documentação das APIs tem sido um destaque nos servi;os da Softalyer. Cada servidor está conectado a três redes físicas distintas, de modo que, e tráfego de rede de gestão público-privada são segmentadas. E o suporte técnico especializado está disponível para todos os clientes, 24x7x365 – sem custo.

 

A Softlayer tem apostado bastante no provisionamento de servidores bare metal tanto via portal, quando pela API. É possível implantar servidores bare metal da mesma forma que a Google e outros provedores fazem com  servidores de nuvem pública (embora, na verdade, os servidores bare metal levam mais tempo para implementar do que os servidores virtuais).

 

Com a Cloud IBM SoftLayer o cliente tem maior possibilidade de escolha e controle em seus ambientes de nuvem, podendo escolher desde o Hypervisor até a instância virtual.

 

Outro detalhe importante é a arquitetura de rede da SoftLayer é única. Os clientes podem encomendar um servidor em Dallas e outro em Hong Kong, e esses dois servidores podem se comunicar uns com os outros diretamente e livremente através da rede privada, sem interferir com o tráfego da rede pública dos clientes.

Vantagens
  • Excelente API
  • Serviços de nuvem podem ser facilmente conectados a soluções de hardware (Firewall por exemplo)
  • Suporte Gratuito
  • Boa base de conhecimento para solução de problemas
  • Provisionamento de Servidores Bare Metal
  • Preços competitivos
  • Fatura em moeda local
Desvantagens
  • Templo de implementação lento
  • Complexidade na gestão de serviços híbridos (backup por exemplo)
  • Catálogo de Produtos de PaaS ainda limitado (Será resolvido com a integração com o Bluemix)
  • Suas soluções ainda estão passando por processos de melhorias
Conclusão

A estratégia da IBM é, na verdade, diferente dos outros provedores do mercado de infraestrutura em nuvem. O negócio da SoftLayer é extremamente voltado a uma hospedagem dedicada – principalmente para clientes de pequenas empresas com um ou dois servidores (um negócio sensível ao custo e alto ), embora possuam alguns clientes com grande número de servidores (jogos, e-commerces, e assim por diante). A SoftLayer está focada em provisionar rapidamente o hardware de uma maneira totalmente automatizada.

 

A IBM decidiu fazer algo muito incomum: capitalizar as forças do SoftLayer bare-metal e reforçar a virtualização e o papel da plataforma de gerenciamento de nuvem (Cloud Management Plataform). Se você quiser uma plataforma – OpenStack, CloudStack, vCloud Director, etc – na SoftLayer, há uma maneira fácil de instalar o software mas para atualizá-lo, mantê-lo, etc., você terá que fazê-lo sozinho ou precisa contratar com a IBM um adendo de serviços gerenciados. Se você fizer isso, você não estará comprando um serviço IaaS em nuvem; você estará alugando hardware e software e criando sua própria nuvem privada.

A IBM SoftLayer tem uma forte proposta de valor para certos casos de uso, mas que hoje é bem diferente da Google e dos outros provedores de nuvem publica como AWS e Microsoft Azure. Eles são necessariamente um provedor centrado na infraestrutura.

Quanto a estratégia do Google para a Google Cloud Platform, percebemos um foco maior no conceito de permitir que outras organizações “funcionem como o Google”, aproveitando as capacidades de tecnologia interna altamente inovadoras do Google e expondo-as como serviços que outras empresas podem comprar. Consequentemente, embora o Google seja um participante tardio no mercado IaaS, ele está produzindo principalmente as capacidades existentes, ao invés de ter que criar essas capacidades do zero.

 

O Google possui uma visão abrangente e ampla experiência com aplicativos nativos da nuvem. Eles têm uma noção fluida das fronteiras entre IaaS e PaaS, juntamente com o espectro de opções de implantação de VMs para contêineres, que, com o tempo, permitirá aos clientes escolham entre controle e gerenciamento automatizado.

Embora muitos clientes escolham atualmente o Google por seu excelente valor de preço/desempenho e provisionamento de VM excepcionalmente rápido, ao longo do tempo, o Google se diferenciará com recursos de plataforma e gerenciamento, e não de preços.

 

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