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Claudio Castro
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Abril 25, 2019

Não caia na armadilha da commoditização da Computação em Nuvem

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Tive o prazer de participar do desenvolvimento de um dos primeiros serviços de IaaS no Brasil em 2011. Naquela época, já havia uma discussão inicial sobre quais rumos o fornecimento de serviços de infraestrutura na Nuvem tomaria e sem dúvida, uma das principais afirmações daquela época era sobre o processo de commoditização da Computação em Nuvem.

 

O principal debate e as principais conversas envolviam complexidade, segurança e risco, mas me parece que essas questões hoje já estão superadas ou pelo menos, mitigadas. Finalmente a computação em nuvem - essa maneira incrivelmente poderosa de fornecer e consumir serviços de TI de forma segura e escalável, tornou-se uma abordagem convencional e desejada pelas empresas.

 

Hoje, os serviços de nuvem podem ser considerados missão crítica e já são, muitas vezes, entendidos como parte da estratégia, não só da TI, mas sim do negócio. Porém, ainda hoje, a questão da diferenciação permeia as discussões. E aí é que está a grande armadilha: considerar que serviços de computação em nuvem podem ser adquiridos diretamente da prateleira - como se fossem uma commodity.

 

Commodities são produtos que geralmente não possuem diferenciação, ou seja, um barril de petróleo de uma determinada categoria no Brasil é o mesmo que um barril de petróleo da mesma categoria nos EUA, neste caso, o que pesa muitas vezes é o preço produto.

 

Contudo, com a computação em nuvem não é assim, o preço é um fator importante, sim, porém não deve ser o crucial para a tomada de decisão. Já faz alguns anos que os fornecedores de IaaS baixam seus preços regularmente, às vezes com horas de diferença um do outro, dando a impressão de que o que importa é uma corrida em direção aos preços mais baixos. Entretanto, cada vez mais os principais provedores de nuvem pública globais estão se concentrando em fornecer serviços para aplicações de alto nível e focando muito mais na inovação como principal esforço para atrair e reter clientes.

 

Um relatório da 451 Research teoriza que a “corrida para o fundo” (race to the botton) dos preços de nuvem pública de IaaS é um modelo insustentável e que não é a melhor forma de expandir a participação dos provedores no mercado. Ao invés disso,, os fornecedores mudaram para uma "corrida para o topo" (race to the top) para adicionar serviços e produtos de nível mais alto, com diferenciações em portfólio, inovação e frequentes novos lançamentos.

 

“Apesar de todo o barulho sobre a nuvem se tornar uma commodity, nossa pesquisa demonstra uma relação muito limitada entre preço e participação de mercado. Certamente, ser barato não garante mais receita, e ser caro não garante menos. A nuvem está longe de ser uma commodity. Na verdade, o drama real é a corrida para o topo, em vez de corrida para o fundo" disse Owen Rogers, Diretor de Pesquisa da Unidade de Economia Digital da 451 Research.

 

Como exemplo, vemos a liderança da AWS ano após ano no Quadrante Mágico do Gartner. O que garante a posição do gigante da computação em nuvem não são seus preços baratos, mas sim seu massivo lançamento de produtos e sua constante pesquisa e desenvolvimento em novas soluções. E essa corrida para o topo tem feito com que outros importantes fornecedores de nuvem se concentrem em algumas áreas novas e em ascensão como Machine Learning, Internet das Coisas e arquiteturas serverless. Os serviços AWS Lambda e o Azure Functions são exemplos desses esforços. O relatório conclui que "a oferta de serviços de valor agregado é fundamental para o crescimento sustentável, rentável e de longo prazo".

 

Levando em consideração essa complexa e positiva forma de diferenciação dos provedores, contratar o serviço e o provedor ideal de computação em nuvem é sempre uma tarefa desafiadora. Para aqueles que estão iniciando a jornada da nuvem, uma das maiores preocupações provavelmente será: "E se escolhermos a nuvem errada?"

 

Por isso, na hora de contratar um serviço de computação em nuvem, as empresas devem considerar vários outros fatores que não seja o preço. Com a consolidação do cenário multinuvem, a diferenciação baseada em serviços de alto nível e inovação é um grande benefício para o comprador. Isso é essencial porque significa que ele pode ajustar as melhores soluções de acordo com a necessidade de escalabilidade do negócio e não somente para garantir a operação.

 

E  claro, a nuvem não é uma mercadoria, uma simples commodity, a nuvem é sobre o poder da sua empresa em contratar o melhor provedor de acordo com a estratégia do seu negócio, isso não é algo que você adquire apenas assinando um pedaço de papel ou aceitando qualquer termo de uso, isso só é possível quando o seu provedor inova e adequa o portfólio à necessidade dos seus clientes.

Agora, ao contratar um serviço de nuvem lembre-se, preço é importante, mas na escala de prioridades, ele não deve ser o peso principal.

 

Para ajudar na decisão, conte com um parceiro experiente e conhecedor de vários cenários de computação em nuvem. A TIVIT possui soluções completas e modulares que garantem escalabilidade e qualidade por meio de parceria com os melhores provedores do mercado, além da máxima segurança e alta disponibilidade.

 

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