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Armando Amaral
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junho 28, 2018

O que Containers, Brokers e Automação têm a ver com a sua Nuvem

Esse artigo foi originalmente postado no linkedin, para vê-lo clique aqui.

 

Com a gradativa diminuição da demanda, o custo dos servidores tende a tornar a instalação de uma infraestrutura local proibitiva para a maioria das empresas. Embora não seja necessariamente mais barata na implantação, a migração de determinadas aplicações para a nuvem tende a oferecer um salto qualitativo e economia a longo prazo, comparado ao ambiente tradicional. Tudo depende da estratégia e uso inteligente dos recursos para obter o melhor de cada fornecedor.

 

Containers, Brokers e Automação


Para alcançar esses resultados, buscar assistência terceirizada para definir os parâmetros dos serviços de cloud está se tornando cada vez mais comum entre empresas nos mais avançados mercados de tecnologia do mundo. O serviço de Cloud Broker atua como um intermediário entre o cliente e os fornecedores, realizando a agregação de vários serviços em nuvem e integrando-os com aplicações locais personalizadas para atender às necessidades do cliente. É uma nova camada de serviços que está transformando o cenário de TI e favorecendo a competitividade no mercado.


Mas antes de explicar como funciona esta camada de serviços, é válido apresentar uma outra abordagem de tecnologia que é fundamental para a efetividade da computação em nuvem e viabilidade de todo o processo de brokerage – a conteinerização dos aplicativos.

Containers

O container é uma tecnologia de encapsulamento de aplicações semelhante a outras formas de encapsular processamento, como VM, Baremetal, etc. Porém, é capaz de fazer a gestão do ciclo de vida do ambiente e da aplicação de forma mais leve e eficiente. Dessa forma, cada aplicação opera tal qual um verdadeiro contêiner de carga, que porta o seu próprio ambiente operacional, permitindo que ela rode em qualquer instalação. Assim, sua performance, escalabilidade e estabilidade não são afetadas, uma vez que passa a operar de maneira autônoma e não dependente de bibliotecas, por exemplo.

Containers resolvem o velho problema de como fazer um software rodar de maneira confiável quando transferido de um ambiente para outro – seja da área de desenvolvimento para a de testes ou de uma máquina do data center para a nuvem pública ou privada. Isso proporciona aos aplicativos variar de ambiente de acordo com a demanda de processamento e uso de dados com menor probabilidade de enfrentar problemas de performance.

Como funciona um Cloud Broker

Uma forma simplificada de apresentar o serviço de Cloud Broker seria chamá-lo de “comparador de preços dos serviços de cloud”, mas isso não dá conta da complexidade da solução e dos múltiplos benefícios que oferece. O cloud broker assume os papéis de agregador, integrador e responsável pela customização do serviço, funções cruciais enquanto intermediário entre clientes e seus fornecedores, otimizando não apenas o custo, mas principalmente a performance dos serviços.


Um esclarecimento válido sobre a função do Cloud Broker é que o serviço deve entrar em cena  depois que o cliente já decidiu o que irá levar para a nuvem. Embora envolva processos de decisão, o Cloud Broker não é responsável pelo processo de migração. É necessário que haja um passo anterior, com uma consultoria de outra natureza, capaz de avaliar quais são as aplicações mais adequadas para passar à nuvem.


O Cloud Service Broker combina tecnologia, pessoas e metodologias para gerenciar o fornecimento da nuvem de diferentes provedores para o cliente, de acordo com o volume e sensibilidade dos dados, assim como a própria arquitetura dos sistemas. O broker torna-se um ponto focal na organização para consolidar a demanda pelo serviço de cloud de acordo com as necessidades da empresa e negocia o uso do serviço de forma otimizada entre os diferentes provedores contratados.


No papel de intermediário, o cloud service broker tem a visão de especialista, sendo responsável por selecionar os parceiros mais adequados para o projeto, a partir de características da oferta de serviços e custos. No que diz respeito à agregação, o serviço oferece um dashboard único para monitorar e controlar serviços de nuvens diferentes a partir de um ponto central. Isso pode oferecer como vantagem, por exemplo, assessorar o cliente na mecânica de pagamento com a consolidação da fatura de serviços de todos os fornecedores com  preços e taxas, impostos de importação devidamente recolhidos. Nem todos os fornecedores oferecem esta facilidade, mas pode ser um dos diferenciais na hora da escolha.


Finalmente, por meio da customização, é possível alterar ou adicionar uma camada de serviços ou funcionalidades ao cliente, seja realizando modificações no que era original ou com novas implementações e interfaces.

Automação

Tendo em vista que todos esses processos exigem alto nível de análise de dados, a automação é fundamental para mitigar o risco  e garantir a agilidade necessária para a utilização otimizada dos recursos. Quanto mais extenso o projeto, maior a probabilidade de perda de efetividade e investimento. Por isso é necessário um processo automatizado capaz de monitorar constantemente se o consumo está de acordo com a demanda e, caso necessário, remanejar e movimentar as aplicações entre os service providers para otimização do custo. A automação, portanto, é fundamental para que seja possível realizar toda operação com a agilidade e segurança necessárias no momento certo.


Todos esses conceitos e tecnologias ainda chegam com sabor de novidade para o mercado brasileiro, por isso é importante que as empresas conheçam cada vez mais o funcionamento e as vantagens de adotar o uso do Cloud Service Broker. É o tipo de serviço que beneficia não só o crescimento das companhias que o adotam, mas também estimula o desenvolvimento da indústria de tecnologia, agregando valor e competitividade no desempenho dos fornecedores.

 

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