Por que projetos de IoT falham?

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Alex Vaz
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Setembro 03, 2020

Por que projetos de IoT falham?

Com o aumento dos projetos IoT, tenho percebido que muitas das implementações acabam falhando. Seja por não trazerem o ROI esperado, acarretar problemas operacionais ou gerar custos imprevistos, o que pode consequentemente incentivar o abandono dos projetos e até mesmo deixar a tecnologia desacreditada.

 

Segundo a pesquisa IoT Signals da Microsoft, publicada no ano passado, um terço dos projetos IoT falham ainda na fase de prova de conceito.

 

Mas por que isso acontece? Quais são os maiores desafios de um projeto IoT e quais são os fatores determinantes para seu sucesso?

 

 

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Fonte – IoT Signals Microsoft

 

Segundo a pesquisa citada, 38% dos decisores de IoT incluem como principal desafio a complexidade técnica das soluções, 29% falta de orçamento ou recursos e outros 29% a falta de conhecimento.

Mas o que torna uma solução IoT complexa, por que existe tanta falta de conhecimento?

Como comentei anteriormente no artigo “Smart Cities: como as soluções IoT irão impactar a vida dos cidadãos” as soluções de IoT são compostas por 4 componentes:

 

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Cada um desses componentes possui características distintas, com desafios característicos e que exigem conhecimento especializado em cada um deles.

Para facilitar o entendimento vou usar como exemplo uma solução, também mencionada no artigo sobre cidades inteligentes, “Smart Cities: como as soluções IoT irão impactar a vida dos cidadãos”, a medição inteligente.

 

Imagine que a empresa responsável pela distribuição de água na sua cidade gostaria de implantar a medição inteligente. Essa empresa provavelmente vai se deparar com o seguinte cenário:

 

Coisas – Modelos e fabricantes de medidores diversos, o que pode acarretar na necessidade de distintos equipamentos para leitura das informações ou até diferentes protocolos de comunicação que precisam ser tratados.

 

Sensores – Os sensores devem ser flexíveis e adaptáveis aos distintos cenários de operação, ficam em geral muito expostos ao tempo, então devem ser resistentes, em geral não possuem fonte de alimentação, logo precisam de uma bateria com boa vida útil, devem ser agnósticos ao tipo de comunicação, pois em um cenário tão heterogêneo como o brasileiro, ele não poderá trabalhar com uma única forma de comunicação e, por fim, devem se adaptar aos diferentes medidores que a concessionária possui em campo (interoperabilidade), lendo corretamente os dados de todos.

 

Comunicação – Qual o meio de comunicação irá cobrir todos os clientes da concessionária? Dificilmente uma única rede será capaz de atender todos os clientes, principalmente quando pensamos em uma empresa que atende distintas regiões no Brasil. Buscando sempre equilibrar o investimento financeiro com a cobertura da rede, pode ser necessária a utilização de mais de uma rede de comunicação, como por exemplo, Sigfox, LoraWan, NB-IoT ou até uma rede 4G. 

 

Serviços de campo – Os responsáveis pela instalação dos sensores devem conhecer, além dos medidores e instalações de água, as características de cada sensor. Como devem ser instalados para extrair as informações corretas dos medidores, lembrando que diferentes medidores podem ter diferentes instalações. Devem garantir que o sensor está se comunicando com a rede e que os dados estão chegando na aplicação, além de se certificarem de que sua instalação não danificou de qualquer forma a correta medição do cliente.

 

Internet – Aqui, além de conhecer e interpretar os protocolos de comunicação, é necessário conhecer arquitetura de uma solução IoT, as exigências de infraestrutura e aplicação necessárias para processamento, armazenamento e exibição de um grande volume de dados, sem aumento demasiado de custos que possam inviabilizar o projeto.

 

Dados – Na questão de dados é importante que o projeto responda as seguintes perguntas: Como fazer com que todos os dados que extraímos do campo, se transformem em informação, em insights de negócio para a gestão? Qual é a melhor arquitetura de dados? Como integrar os dados capturados com os dados de outras plataformas corporativas? Como gerar valor para o cliente e entregar mais do que somente a água que ele consome? Podemos atuar proativamente, identificando, por exemplo, possíveis vazamentos e previsão de consumo? Podemos utilizar as informações para remanejar a rede de distribuição de acordo com os picos de consumo? 

 

 

Segurança – À medida que as aplicações IoT se popularizam, também aumenta a frequência dos ataques cibernéticos, ou seja, a segurança é um fator primordial na implantação de todas as soluções IoT.

 

Explanados alguns desafios, é necessário avaliarmos como será feita essa implantação. Imagine que a empresa quer fazer uma implantação sozinha, com recursos próprios, adquirindo os equipamentos, contratando a comunicação, fazendo as instalações com pessoal próprio e desenvolvendo o próprio sistema.

 

Esse cenário é possível?

 

Sem dúvida é possível, principalmente se pensarmos em um projeto de pequeno porte, somente para alguns clientes, com área de cobertura analisada previamente, com medidores específicos e time especialmente treinado nos sensores. Mas imagine expandir essa operação para milhares de dispositivos, será que esse modelo fará sentido?

 

O que tenho visto nesse tipo de implantação é que quando escalamos projetos de IoT, os desafios apontados anteriormente realmente acontecem. O esforço despendido para compreender todos os componentes e resolver os problemas encontrados com o time próprio, muitas vezes eleva o custo do projeto, ou até mesmo inviabiliza sua operação, pois são tantas equipes especializadas necessárias que, desenvolvê-las internamente, dificilmente trará o ROI esperado. 

 

 

Como fazer então?

 

Uma alternativa que muitas vezes surge é a possibilidade de contratação individualizada dos serviços, ou seja, comprar equipamentos, contratar uma equipe para fazer as instalações ou usar equipe própria, contratar diretamente a comunicação e contratar ou desenvolver a solução.

 

Essa solução resolve a falta de conhecimento do meu time?

 

Sim, ela resolve esse problema e até permite que você contrate somente os “pedaços” da solução em que sua empresa não é especialista, porém um outro problema surge.

 

Quando um dos medidores não estiver funcionado, onde está o problema?

 

Você provavelmente vai perguntar ao time de sistemas, eles vão dizer que o sistema está funcionando para todos os dispositivos, então o problema não é no sistema. Você vai ligar para o time de Telecom, e eles vão te dizer que a rede não apresenta problemas e que o problema deve ser de sistemas ou do dispositivo. Você vai enviar uma equipe a campo e ela vai tirar fotos e te dizer que a instalação está perfeita e que deve ser problema na rede ou no sistema. No fim das contas o seu problema, que é a correta leitura do cliente, continua pendente.


Qual seria a melhor opção?

 

Quando falamos de uma solução de IoT em escala, acredito que a melhor solução seja a contratação de um integrador, que possa realizar o serviço de ponta a ponta. 

 

Uma única empresa que tenha expertise em todas as disciplinas e mais do que isso, que possa compartilhar recursos e entregar projetos de grande porte. Esse mix de especialização nas disciplinas e compartilhamento dos recursos será fundamental para redução de custos e melhor operação do seu projeto, entregando disponibilidade, segurança e valor agregado.

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