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Fevereiro 10, 2017

Saindo do tradicional, criando uma Nuvem de baixo custo

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Vou compartilhar uma história que talvez possa ajudar àqueles que estão pensando em como transicionar de um ambiente de datacenter típico com projetos típicos, para um modelo diferente…

 

IAAS – CAPÍTULO 1: ERA UMA VEZ UMA TI LENTA E BUROCRÁTICA, ENCONTRANDO UMA NUVEM NO CAMINHO…

Depois de entregar os projetos do ano, tentando maximizar o uso da nossa infraestrutura virtualizada, estávamos planejando, pensando no ano seguinte, consolidando orçamentos para repor a infraestrutura utilizada e nos manter à frente da demanda das áreas de negócio no ano seguinte.

 

Naquele período ainda passávamos para o time de implantação um plano de execução com esquemas e topologia da infraestrutura de cada projeto, para que os ambientes fossem criados (versão de SO, partição de aplicação, monitoração, antivírus….). Do outro lado, víamos a equipe de TI dos sistemas online

(Internet) começando a usar Nuvem Pública, era muito interessante ver que existia um caminho menor entre as aplicações e a infraestrutura, e como a Cloud parecia ser uma solução perfeita para diversos problemas que eles tinham, materializando a agilidade e flexibilidade do mundo online.

 

Sim, flexibilidade é sem dúvida importante, mas não era só isso, o pessoal do online não concebia ter que pagar tão caro para ter servidores, já que eles usavam softwares essencialmente open source. Apesar de ser muito caro da perspectiva deles, tinha um terceiro fator que é ainda mais crucial no momento em que vivemos,tempo. Além de inflexível, caro, o modelo tradicional de projeto de infraestrutura é muito moroso e burocrático, cheio de atividades manuais e processos que envolvem várias áreas que geralmente estão mais preocupadas com seus indicadores de qualidade e estão longe das necessidades e do que é importante para o cliente.

 

Com a Nuvem Pública provendo flexibilidade, bons preços e entrega ondemand, basicamente era dizer adeus a ter que responder no final do ano: “quanto precisamos investir para suportar o crescimento do ano que vem?”

 

Para nós a pergunta começou a ser inevitável, por que não criamos um portal de autosserviço interno? Por que não deixamos a entrega de recursos ainda mais dinâmica, já que mesmo criando servidores virtuais, ainda, como empresa, tínhamos o mesmo modelo mental do mundo físico:

  1. Quem pagava a sua VM (virtual machine) tinha o direito de posse, de reuso ou redirecionamento/compartilhamento para/com outros projetos;
  2. O investimento do primeiro ano era da área de negócio, mas nos anos seguintes, os custos decorrentes eram de TI (aumentando a visão de “TI como despesa”);
  3. Dificuldade de fazer rateio de proporcionalidade entre o tamanho do ambiente e quantidade de pessoas para mantê-lo, pois os custos de gerenciamento são custos de TI;
  4. Como executar projetos necessários e urgentes, mas com pouca ou nenhuma verba?;
  5. E um dos mais intrigantes: como cobrar por VM?

 

Este modelo mental gerava o pensamento de reserva de recursos, “já paguei, é meu”, mas do ponto de vista de maximização do uso de recursos do datacenter, se as áreas clientes tivessem o pensamento contrário, “só quero recursos que eu for utilizar”, seria muito melhor…

Mas como chegar neste modelo?

 

E a melhor resposta que encontramos foi: por que não criarmos uma Nuvem (Cloud)?

Com um modelo de consumo de recursos computacionais que fosse em si, de forma implícita, um modelo de serviço onde a responsabilidade está em responder pelo uso de recursos que estão gerando rentabilidade, pois o a cobrança seria pelo que está sendo utilizado e feita de uma maneira mais constante, seria uma ótima maneira de compartilhar a responsabilidade sobre o custo da despesa de TI com as áreas de negócio e garantir que o custo realmente estaria gerando retorno.

A nossa intenção era ter uma  melhor abordagem para os itens acima assim:

  1. Desestimular a sensação de que havia posse de VMs, onde os recursos só seriam cobrados enquanto a despesa fosse concretizada, logo se um projeto fosse cancelado não haveria perda;
  2. Enquanto os ambientes estivessem em execução eles contribuiriam de forma direta para pagar os custos de TI;
  3. Rateio de custos de OPEX* como um componente de custo do serviço de infraestrutura, ter um mecanismo de rateio de todos os custos (CAPEX* eOPEX*) de uma forma única e constante, conforme o uso;
  4. Possibilidade de “vender” a infraestrutura provisionada a baixo custo para projetos que precisam testar ou “prototipar” ou que não tem um orçamento específico;
  5. Definir e exercitar um modelo de consumo junto às áreas de negócio e à própria TI.
  6. Definir e exercitar um modelo de consumo junto às áreas de negócio e à própria TI.

Parecia ser tão simples, afinal, era um passo natural, no lugar de um clique para criar um servidor virtual a partir de um template de configuração, criar um portal onde as opções são descritas em ofertas de serviço, onde estas configurações são feitas ondemand e podem ser mudadas com um baixíssimo impacto do ponto de vista do usuário.

 

Aí começou a jornada para o mundo da Nuvem, simples no começo, mas nos deparamos com vários problemas durante o caminho…

 

*CAPEX é a sigla da expressão inglesa (em português, despesas de capital ou investimento em bens de capital) e que designa o montante de dinheiro despendido na aquisição (ou introdução de melhorias) de bens de capital de uma determinada empresa. O CAPEX é, portanto, o montante de investimentos realizados em equipamentos e instalações de forma a manter a produção de um produto ou serviço ou manter em funcionamento um negócio ou um determinado sistema.

 

*OPEX – refere-se ao custo associado à manutenção dos equipamentos e aos gastos de consumíveis e outras despesas operacionais, necessários à produção e à manutenção em funcionamento do negócio ou sistema. Por exemplo, a aquisição de uma máquina é CAPEX, enquanto o custo com a sua manutenção é OPEX.

 

*Artigo autorizado por Ari Oliveira Neto, de sua página no Linkedin Pulse

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